A Desobediência Civil
(Henry David Thoreau)
Escrito em 1848 influenciou profundamente pessoas como Mahatma Gandhi, Leon Tolstoi, Martin Luther King e tantos outros. Muito à frente de seu tempo, sua defesa do Direito à Rebeldia esteve, desde sempre, a serviço da luta contra todas as formas de discriminação. Lutou contra a escravidão nos EUA, pelos direitos das mulheres, em defesa do meio-ambiente, contra a discriminação étnica e sexual. Como pacifista Radical (indo à Raiz do mal que combate) recusou-se a pagar impostos a um governo autoritário que fazia mais uma guerra predatória na qual roubou mais da metade do território mexicano – este ato Radical de Desobediência Civil lhe custou um tempo na cadeia que lhe foi útil a escrever e deixar para a posteridade seus pensamentos – muitas vezes, diria mesmo que na maior parte delas, o lutador pelo que é VERDADEIRAMENTE Justo e Perfeito só é reconhecido postumamente após uma vida eivada de dissabores.
Orgulho e Preconceito
(Jane Austen)
A história de Orgulho e preconceito (Record, 2006, 430 págs.) se passa no século XVIII, na Inglaterra, e trata da trajetória de uma família, a um só tempo, comum e bastante peculiar. Comum porque na residência dos Bennet havia cinco moças que foram criadas com o único propósito de se casar. Peculiar porque essas cinco moças tinham outros atributos além da beleza, dentre os quais cabe destacar a inteligência e a argúcia para enxergar e compreender o caráter para além das palavras e do rígido código de cordialidade que os bons costumes estimavam na época.
Mensagem, de Fernando Pessoa
(Fernando Pessoa)
Na obra, Fernando Pessoa expressou por outras palavras a necessidade de provocar, de lutar contra as adversidades, de não ter medo de ir contra a corrente e de defender o que se acha justo e perfeito.
É um livro com uma finalidade universalista, como se pode perceber pelo que foi dito antes. Um poema trinitário, onde se propõem uma síntese – o cerne da nobreza; uma antítese – a posse do mar; e uma síntese – a futura civilização intelectual. Resumo de oito séculos, não é só poesia que exalta, mas sobretudo poesia que obscurece para iluminar, pelas regras dos alquimistas.
O Caçador de Pipas
(Khaled Hosseini)
Conta a história de Amir, um garoto rico de Cabul, no Afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído seu criado e melhor amigo, Hassan, filho de Ali, também empregado do seu pai. A história tem como cenário uma série de acontecimentos políticos tumultuosos, que começa com a queda da monarquia do Afeganistão decorrente da invasão soviética, a massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Militar pelo Talibã.
Pollyanna
(Eleanor H. Porter)
Trata-se da história de uma menina de onze anos, filha de um missionário pobre, que após ficar órfã, vai morar em outra cidade com uma tia rica, rígida e severa, à qual não conhecia previamente. Pollyanna ensina às pessoas de sua relação na nova comunidade o jogo do contente, que havia aprendido com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca e recebeu um par de muletinhas. Seu pai lhe explicou que não existia nada que não pudesse ter dentro qualquer coisa capaz de nos fazer contentes, e ela então ficou contente por não precisar das muletinhas. E depois desse dia, criou o jogo de procurar em tudo que há ou acontece, alguma coisa que a faça contente, e o ensina sempre que encontra alguém triste, aborrecido ou mal-humorado.
A Divina Comédia
(Dante Alighieri)
Um poema narrativo rigorosamente simétrico e planejado que narra uma odisséia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Dante, o personagem da história, é guiado pelo inferno e purgatório pelo poeta romano Virgílio, e no céu por Beatriz, musa em várias de suas obras. A Divina Comédia é hoje a fonte original mais acessível para a cosmovisão medieval, que dividia o Universo em círculos concêntricos. A obra moderna mais acessível a respeito dessa cosmovisão é The Discarded Image por C. S. Lewis. Foi ilustrada por Gustave Doré.
Três Irmãs
(Anton Tchékhov)
Em Três Irmãs, o diálogo comum da peça teatral assume novas formas. Ele deixa de ser apenas um modo de comunicação entre personagens, passando a exprimir o que de mais profundo elas pensam e sentem. Na verdade, o diálogo não une as personagens, pelo contrário, ele serve para mostrar o quão distantes estão umas das outras, visto que não há reações, não há conversações com um encadeamento lógico, apenas fragmentos de conversas e de sonhos, como se fosse o inconsciente a dialogar (“monologar”). Ao longe, avistamos o sonho de voltar para Moscovo, a cidade grande onde a vida poderia voltar a ser interessante. Mas as três irmãs acabarão por permanecer no sítio que as angustia e aborrece, a própria casa, local onde foram contagiadas pela apatia das memórias distantes e dos sonhos falhados.
O Conde De Monte Cristo
(Alexandre Dumas)
Aborda as misérias humanas como inveja, ódio, vingança e, ao mesmo tempo, a beleza da luta interna do protagonista com o seu passado e da externa, onde encontra resistência no corpo para vencer a vida na prisão e conhecimento para escrever o seu futuro.
O Quarteto de Alexandria
(Lawrence Durrel)
Os leitores são conduzidos através de vários labirintos. Para Durrell, a história é como uma caixa chinesa. As idéias, como os acontecimentos, estão dispostas em camadas. Às vezes encontramos Freud, mas, de repente, aparece Buda, que o substitui. Ou então, estaremos nós com António e Cleópatra? Qualquer que seja o caso, o enredo é uma busca a realizar por cada um. E a poesia? O domínio da língua inglesa por Durrell é soberbo. O Oriente e o Ocidente misturam-se nesta obra de tal modo que fazem dela um romance à escala mundial.
Guerra e Paz
(Leon Tolstói)
O livro narra a história da Rússia à época de Napoleão Bonaparte (notadamente as guerras napoleônicas na Rússia). A riqueza e realismo de seus detalhes assim como suas numerosas descrições psicológicas fazem com que seja considerado um dos maiores livros da História da Literatura.
Tolstói desenvolve no livro uma teoria fatalista da História, onde o livre-arbítrio não teria mais que uma importância menor e onde todos os acontecimentos só obedeceriam.
Os miseráveis
(Victor Hugo)
O romance narra a situação política e social francesa no período da Insurreição Democrática ou Revolução de 1830, em 5 de junho de 1832, no reinado de Luís Filipe I de França, através da história de Jean Valjean.
Os Lusíadas
(Luis de Camões)
O episódio de Inês de Castro, em particular, foi fonte para escritores portugueses ou brasileiros de todas as épocas. Nesse volume, encontramos vários momentos dessa influência perene. Entre os exemplos de intertextualidade apresentados, estão poemas dos portugueses Bocage, Almeida Garrett e José Saramago, e dos brasileiros Jorge de Lima e Amador Ribeiro Neto. Além do episódio completo do Velho do Restelo, esse volume inclui uma ode de Horácio, que muito influenciou Camões na composição do discurso do Velho do Restelo, assim como vários poemas do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende (1516).
Memórias Póstumas de Brás Cubas
(Machado de Assis)
Publicado em 1881, Memórias Póstumas de Brás Cubas, além de inaugurar o Realismo brasileiro, apresenta as mais radicais experimentações na prosa do país até então. Narrado por um defunto, de forma digressiva e agressiva, o romance apresenta a vida inútil e desperdiçada do anti-herói Brás Cubas. Utilizando recursos narrativos e gráficos inusitados, Machado surpreende a cada página com sua ironia cortante e, acima de tudo, com a inteligência que prende até o leitor mais desconfiado. Antecipando procedimentos modernistas e descobertas da psicanálise, esta obra ácida e irônica de Machado de Assis eleva a literatura brasileira a um patamar jamais antes atingido.
O Retrato de Dorian Gray
(Oscar Wilde)
É um livro que nos faz pensar sobre a juventude, o valor da beleza na sociedade, a vaidade e o caráter das pessoas é curioso. Um jovem que se envaidece de si mesmo, que se torna amante de si mesmo e da arte abstrata e pura, e que em seu nome de inanidades sociais, insensibiliza, diagnóstica e se auto-desculpa. Não há redenção naquele jovem, mesmo quando acaba por querer mudar de vida, já que o faz pelo fato novidade, pelo amor ao novo, à arte de viver... Cheia de ilustrações que ele já quase tinha esgotado numa vida sensaborona e sem interesse humano do que a vilanização do ser...
O Imoralista
(André Gide)
É a história suave e sofisticada de um homem, Michel, que, após recuperar de uma doença grave, começa a ver o mundo, a natureza, a sociedade e a sua própria sexualidade sob uma perspectiva radicalmente diferente.
A Revolução dos Bichos
(George Orwell)
É um romance alegórico tendo sido escolhido pela revista Time como um dos 100 Melhores da Língua Inglesa e foi o 31º na lista dos Melhores Romances do Século 20 da renomada Modern Library List.Sentindo chegar sua hora, Major, um velho porco, reúne os animais da fazenda para compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a submissão e exploração do homem. Ensinou-lhes uma antiga canção, Animais da Inglaterra (Beasts of England), que resume a filosofia do Animalismo, exaltando a igualdade entre eles e os tempos prósperos que estavam por vir, deixando os demais animais extasiados com as possibilidades.O velho Major faleceu 3 dias depois, tomando a frente os astutos e jovens porcos Bola-de-Neve e Napoleão. Após clandestinas reuniões para traçar as estratégias, Sr. Jones, então proprietário da fazenda, se descuidou na alimentação dos animais, mal sabendo que este seria o estopim para aqueles bichos. Deu-se a Revolução.
Hamlet
(William Shakespeare)
É uma tragédia conta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai Hamlet, o rei, executando seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet. Explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade. Dada a estrutura dramática e a profundidade de caracterização, Hamlet pode ser analisada, interpretada e debatida por diversas perspectivas.
Roma - A Cidade Eterna
(Hall Caine)
Segundo o mito romano, a cidade foi fundada a cerca de 753 a.C. (data convencionada) por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são actualmente símbolos da cidade. Desde então tornou-se no centro da Roma Antiga (Reino de Roma, República Romana, Império Romano) e, mais tarde, dos Estados Pontifícios, Reino de Itália e, por fim, da República Italiana.No interior da cidade encontra-se o estado do Vaticano, residência do Papa. É uma das cidades com maior importância na História mundial, sendo um dos símbolos da civilização europeia. Conserva inúmeras ruínas e monumentos na parte antiga da cidade, especialmente da época do Império Romano, e do Renascimento, o movimento cultural que nasceu na Itália.
Postado por: Juliana Félix
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