Era uma vez uma senhora muito inteligente e sábia, chamada Matemática.
Certo dia, Matemática saiu para passear e encontrou uma velha amiga, a Língua Portuguesa.
Ao ver Matemática, a amiga foi logo dizendo:
- Nossa, amiga, você está cada vez mais renovada!
- Você também está ótima querida, parece que passou por uma grande reformulação! - respondeu Matemática.
- Então, estamos maravilhosas! - acrescentou Língua Portuguesa.
Conversa vai...conversa vem...Língua Portuguesa quis saber porque haviam pessoas que amavam sua amiga Matemática, e outras, que a odiavam.
Matemática, sem muitos rodeios, foi logo respondendo:
- Porque sou uma pessoa especial!
- Por que você diz isso? - perguntou Língua Portuguesa.
- Pense comigo: O que seria das pessoas sem mim? O que seria dos comerciantes se não me conhecessem? Eles vivem se aproveitando de meus números, meu peso, minha área, minhas horas e, até do meu dinheiro. - respondeu Matemática.
- E o que você me diz dos que te odeiam? - perguntou novamente Língua Portuguesa.
- As pessoas que me odeiam, são aquelas que não conseguiram perceber minha utilidade, exatidão e eficiência - respondeu Matemática.
Entre várias perguntas e respostas, as duas iam passeando pelos jardins de um grande parque, repleto de belíssimas árvores, enquanto lembravam-se da velha amiga dos tempos de escola, a Ciências, que adorava passear naquele lugar tão lindo.
Ao ver tanta gente passeando no parque, Língua Portuguesa resolveu perguntar à amiga o que ela faria para conquistar todas as pessoas no mundo.
Matemática pensou muito, e respondeu à amiga que utilizaria uma velha estratégia de Língua Portuguesa, as palavras.
- Então, o que você diria? - perguntou, curiosa, Língua Portuguesa.
Matemática respondeu com todo orgulho:
- Eu diria a todos: Somem suas alegrias, subtraiam suas tristezas, multipliquem suas aprendizagens e dividam seus conhecimentos. Só assim, terão um milhão de motivos para me amar!
Escrevi esta história pensando nos que amam a Matemática, e naqueles, que um dia, ainda se apaixonarão por ela.
Por Marina Marques
